quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Meu artigo no FolhaSc desse mês.

Hoje saiu minha coluna mensal do jornal FolhaSc. Também é possível ler no site http://www.folhasc.com/ É um texto que já publiquei aqui no blog, mas não o mesmo, pois mudei e acrescentei algumas coisas =)






A importância de investir no autoconhecimento 

Você tem se lembrado de conhecer mais essa pessoa que convive direto com você? Você tem dado valor e atenção à pessoa mais especial da sua vida, que vai estar presente até o fim de sua vida? Estou falando de você mesmo! Fala-se tanto na importância do amor próprio, afinal, não podemos dar ao outro o que não temos (amor), porém, como amar alguém que você conhece tão superficialmente?  Será que esse amor também não seria superficial, te decepcionando muito facilmente?
 Queremos que o outro nos entenda, enquanto nem nós nos entendemos direito. 
Queremos entender o outro, enquanto nem ele está conseguindo se entender bem. Então, nos relacionamos muitas vezes, sem nos compreendermos, em uma confusão de sentimentos e pensamentos, com interpretações erradas das atitudes dos outros, pois julgamos sem saber o que se passa realmente com as pessoas.     
Quanto mais me conheço, mais me entendo, menos vou criticar o outro, portanto menos projeções, assim, mais eu consigo entender o outro.  Projetar é atribuir características no outro, que estão em mim, e estou me recusando a ver, portanto é mais fácil apontar para as outras pessoas. A projeção (ou seja, aquilo que vemos no outro) geralmente nos  traz incômodo e negação, pois se isso não tivesse dentro de nós, não nos afetaria tanto. Isso inclui as características boas. Admiramos tanto determinadas qualidades no outro, pois não estamos conseguindo acessar em nós, está ali latente, porém de alguma forma negamos, nos achamos menor, nos sabotamos, pois mostrar nossa grandeza nos gera também muita responsabilidade. 
A construção contínua do autoconhecimento, que não tem fim, é importante, para desenvolvemos o melhor de nós, e para isso é fundamental conhecermos nossos chamados defeitos, e assim nos tornamos mais humildes, criticamos menos os outros, pois sabemos que também estamos longe dessa perfeição idealizada.  Não por isso vamos nos inferiorizar, nem ficarmos nos julgando.  Também conhecemos nossas maravilhosas qualidades, muitas das quais esquecemos, ignoramos ou não aproveitamos o suficiente, e assim melhoramos nossa autoestima, fortalecemos a autoconfiança, temos escolhas e atitudes com mais consciência e sabedoria, não nos irritamos tão facilmente, manifestamos e potencializamos nossos potenciais, entre muitos outros benefícios!  
Na Psicologia, é recomendado por muitos da área, que os próprios psicólogos façam terapia.  Pode ser preciso um olhar profissional de fora para conseguirmos enxergar melhor a situação em que estamos envolvidos.  Quanto mais me conheço, menos projeto, podendo melhor acolher e compreender o paciente, sem julgar.  Às vezes o psicólogo fez muitos cursos, conhece muitas teorias, já participou de muitos congressos, mas não necessariamente isso condiz com sua qualidade profissional. Se ele estudou sobre o que se refere ao ser humano, mas não "estudou" a si mesmo, pode afetar negativamente nos seus atendimentos.  Existem várias maneiras de se trabalhar além da psicoterapia, o importante é lembrar que para cuidar do outro, é preciso antes, e simultaneamente, cuidar de si.
A terapia pode acelerar muito o processo de autoconhecimento e desenvolvimento das capacidades. Quando alguém não tem uma boa experiência, pode ser porque não teve uma afinidade com o profissional, ou identificação com seu jeito de trabalhar, mas vale a pena tentar com outro(s). Além da possibilidade da resistência, que é quando o paciente "foge", não da terapia, mas de “si mesmo”, afinal, não quer lidar com suas dificuldades. Realmente, é difícil mexer nas nossas feridas que estavam escondidas, é preciso coragem em se encarar, em se olhar no o espelho sem as máscaras que usamos muitas vezes até para nós mesmos, nos afastando de quem realmente somos.   Mas vale à pena passar por um processo mesmo que dolorido no início, pois só atuar no sintoma para encontrar resultados, apenas colocar um "band-aid", e fingir que está tudo bem, não vai resolver, seria um autoengano, certo?
       Para enxergar sua “Luz” e um caminho mais luminoso é preciso de vez em quando mergulhar nas profundezas, atravessar túneis, passar por labirintos e cavernas, que pode ser um caminho difícil, mas o psicoterapeuta vai caminhar ao seu lado, você vai se fortalecer e vai chegar cada vez mais perto da sua verdade, em um reencontro amoroso consigo.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O filme da sua vida


Imagine que sua vida é um filme. Assista-o numa tela/ecrã (pode ser no cinema se preferir).  Se quiser, pode pegar só uma fase de sua vida.  Você, o observado, que tem história, é obviamente, o protagonista. Então você verá algumas cenas. Escolha as mais felizes e as mais tristes. Mas procure não se identificar, pois você, esse que está e vive no presente, é acima de tudo, esse que observa, o telespectador. Ou seja, não se envolva com o personagem, não tome suas dores, pois esse filme vai acabar -e sim, o protagonista desse filme no fim morre-. Lembre-se: é só um filme! O PERSONAgem não é real. Tanto que a origem da palavra personagem e personalidade, vem do termo latino: persona,  que significa máscara.


Continue "assistindo" na sua tela mental: cenas alegres e dramáticas.
Observe cada personagem, procure compreender o que se passa com cada um, entendendo todo contexto.

Como está vendo um filme, ali tem alguns começos-meios-finais.
São histórias, muitas delas já finalizadas.
Perceba como no início de algumas situações você enxergava de uma forma (estava sofrendo muito) e depois passou a enxergar diferente.

O tempo passou, e você passou a compreender o que aconteceu, e viu que foi melhor assim, talvez apareceu algo melhor, que não apareceria se esse algo aparentemente ruim na época não tivesse acontecido.

Agora você consegue enxergar mais claramente, montar o "quebra-cabeça", as peças se encaixam, você pode ver a história completa, e vê o todo.
Tinha aquela pessoa que era uma "figurante" do filme, e com as sincronicidades da vida, se encontraram de novo, e ela passou a ter um papel fundamental em sua vida.
Agora fica mais claro que você não podia ter controle como queria ter, ainda bem! Se não, nem ia conhecer algumas pessoas tão especiais.

Lembre-se disso nas próximas experiências desagradáveis, quando não estiver aceitando, e simplesmente acredite, está tudo certo. Há uma sabedoria maior que está guiando. CONFIE no diretor!

De vez em quando, você  pode lembrar de se observar, como em um filme, para não se identificar com suas dores, com sofrimentos, com o ego.

E não poderia faltar a pergunta: Qual gênero (predominante) tem sido o filme da sua vida até agora? Se não está gostando do filme, ainda dá tempo de mudar as próximas cenas!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

'Luz sombras e mistérios..assim como o Universo dentro de mim'


Pra que "outro(a) de mim" se tem eu? Pra que uma pessoa "praticamente" igual se eu posso me olhar, dentro de mim? 
Costumava quando mais nova dizer e pensar muito que queria ter uma cópia de mim, pra ser minha amiga. Fazia falta "alguém como eu" para me compreender, me ouvir, me dar colo, me dar um empurrão, bons conselhos...Depois que fui percebendo que não é preciso de uma Belisa "clone". Em mim tenho o que preciso. Eu que tenho que me dar esse amor, esse incentivo, ouvir a tal da voz interior.

Cada pessoa vai me agregando com suas diversas qualidades, suas diferenças... Há troca de experiências, de vivências e sentimentos com vários que passam em minha vida. Alguns ficam outros passam, deixando sua marca ou não...Mas que bom que existem esses todos! Ótimo quando se encontra alguém que tem ideias em comum e conversa sobre elas. Perceber que você não está sozinho nessa, que tem gente que tem a mesma filosofia, ou o que seja. Ótimo também quando encontra alguém que discorda de você e te faz pensar novos conceitos, desde que você tenha a mente aberta, então você pode aprender novas maneiras de olhar, somar outras percepções.

Cada um tem o direito de acreditar ou não, mas é bom ao menos ouvir o outro lado, conhecer sem ter pré-conceitos... Assim se encontra mais equilíbrio nas relações, tendo benefícios com as semelhanças e com as diferenças. Como diz a letra dos Engenheiros do Hawaii: "Ninguém=Ninguém.. São todos iguais. E tão desiguais. Uns mais iguais que os outros."  Portanto não quero me limitar nem fechar possibilidades.  Ao conhecer o outro me reconheço nele, e vou me conhecendo melhor.

Não me conheço inteira. Claro, nunca nos conheceremos completamente, afinal, como diz Sartre, não somos e nunca ficaremos "prontos" (como objetos acabados), estamos sempre nos construindo e reconstruindo.   


Não deixo de me surpreender comigo nem com o Universo -fora e dentro de mim-, tudo está interligado. Vejo características maravilhosas em todas pessoas. E sei que o que o que me chama atenção no outro está em mim também. 

Gosto tanto do mistério como de desvendá-lo.  Gosto de ser esse Ser, e sei que posso gostar ainda mais quanto mais me tornar interessante para mim mesma...

  


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Reflexões de Jung (II)


 “Não há luz sem sombra, nem totalidade psíquica sem imperfeição. A vida em sua plenitude não precisa ser perfeita, e sim completa.” 
http://belisaraujo.blogspot.com.br/2014/06/verdadeiro-amor-pelo-que-voce.html 
“A personalidade quer desenvolver-se a partir de suas condições inconscientes, e sentir-se viver enquanto totalidade, mas há, profundamente enraizada no homem, uma resistência a tudo o que lhe permitiria saber mais sobre si próprio”. 
 http://belisaraujo.blogspot.com.br/2014/06/ame-flor-inteira-com-suas-petalas-e.html


"... A minha vida é a história de um inconsciente que se realizou. Tudo o que nele repousa aspira a tornar-se acontecimento e, a personalidade, por seu lado, quer evoluir a partir de suas condições inconscientes e experimentar-se como totalidade. A fim de descrever esse desenvolvimento, tal como se expressou em mim, não posso servir-me da linguagem científica; não posso me experimentar como um problema científico. O que se é, mediante uma intuição interior e o que o homem parece ser expresso através de um mito. Este último é mais individual e exprime a vida mais exatamente do que o faz a ciência, que trabalha com noções médicas, genéricas demais para umas idéia justa da riqueza múltipla e subjetiva de uma vida individual..."


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Metáforas e sobre sair da "escuridão".


Se ficamos na escuridão
por um tempo considerável
e de repente acendemos a luz,
nossos olhos doem.

Um pouco de luz
em uma imensa escuridão,
é muita luz!

O sol vai nascendo lentamente...
O pouco que aparece é suficiente
para iluminar.





 Como se pode perceber, uso muitas metáforas nos meus textos. É um modo de me expressar melhor, com sentimentos que às vezes o racional não traduz bem. Toda leitura é interpretada pelo leitor, as mesmas palavras podem ser lidas de formas diferentes. Quando se usa metáforas mais ainda, vai fazer sentido para o sentido que cada um dá! 

Nessa minha  poesia, vou "estragar" um pouco e contar minha intenção, que pra alguns podem achar "óbvio", pois interpretaram como eu: 
Quando estamos sofrendo por um tempo, seja o motivo que for, é porque não estamos vendo saída (as coisas não estão claras pra nós). Então, alguma possibilidade de solução de algum jeito surge. Qualquer esperança (alguma luz) já pode ser muito pra quem está no fundo do poço. E é nessa "luz" que se enxerga no "fim do túnel" (não consegui evitar mais metáforas, rsrs), é que a pessoa se fortalece pra caminhar até lá.  Se a pessoa não está enxergando nenhuma possibilidade, com crenças tão arraigadas que a fazem sofrer, e vem alguém querendo ajudar, dizendo algumas "verdades", isso pode machucar a pessoa. Não dá para abrirmos os olhos dos outro a força, pois ele pode não estar preparado pra enxergar a claridade, por isso que em alguns casos precisa ser aos poucos esse despertar da consciência, se não assusta. 


 ""Há um poço onde a claridade está presa. Há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência."  Pablo Neruda

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A importância do autoconhecimento e a psicoterapia


Queremos que o outro nos entenda, enquanto nem nós nos entendemos direito. 
Queremos entender o outro, enquanto nem ele está conseguindo se entender bem.

Então, nos relacionamos muitas vezes, sem nos compreendermos, em uma confusão de sentimentos e pensamentos, com interpretações erradas das atitudes dos outros, pois julgamos sem saber o que se passa realmente com as pessoas.

Na Psicologia, é recomendado por muitos da área, que os próprios psicólogos façam terapia. Afinal, não é porque somos psicólogos, que não temos nossas dificuldades, às vezes é preciso um olhar profissional de fora, para conseguirmos enxergar melhor a situação em que estamos envolvidos, e muitas vezes nos sabotamos.

A construção contínua do autoconhecimento (não tem fim) é importante, para desenvolvemos o melhor de nós, realizarmos nossos potenciais, conhecermos nossas sombras, termos humildade mas com boa autoestima, e assim evitarmos a projeção. Projetar é atribuir características no outro, que estão em mim, e estou me recusando a ver, portanto é mais fácil apontar para o outro. A projeção (ou seja, aquilo que vemos no outro) geralmente nos  traz incômodo, pois se isso não tivesse dentro de nós, não nos afetaria tanto.

Quanto mais me conheço, mais me entendo, menos vou criticar o outro, portanto menos projeções, assim, mais consigo entender o outro.  Ou seja, é muito valioso para cada um de nós esse processo de autoconhecimento.  Para o profissional da Psicologia então, considero de grande importância, pois o paciente precisa se sentir acolhido, compreendido, e não ser julgado. Às vezes o psicólogo tem um currículo cheio de cursos, conhece muitas teorias, já participou de muitos congressos, mas não necessariamente isso condiz com sua qualidade profissional. Se ele estudou sobre o que se refere ao ser humano, mas não "estudou" a si mesmo, pode afetar negativamente nos seus atendimentos. Não existe só a opção de  psicoterapia, existem outras formas de "se trabalhar". O importante é lembrar que para  cuidar do outro, é preciso antes, e simultaneamente, cuidar de si, antes de olhar para o outro, é preciso antes, e simultaneamente, olhar para si.

Faço psicoterapia desde os 14 anos (com alguns períodos sem fazer), e acredito que tenha influenciado na minha escolha na graduação, pois percebi o quanto me ajudou, e continua ajudando.
Portanto, sou suspeita de recomendar a todos, mas não vou recomendar algo que não experienciei.
E de fato, acredito que possa acelerar muito o processo de autoconhecimento e desenvolvimento das capacidades. Caso alguém não teve uma boa experiência, pode ser porque não teve uma afinidade ou identificação com o profissional (ou com a abordagem), mas vale a pena tentar com outro(s). Além da possibilidade da resistência, o paciente "foge" -de si mesmo-, afinal, não quer lidar com suas sombras e dificuldades. Realmente é difícil mexer nas nossas "feridas" que estavam escondidas, é preciso certa coragem em "se encarar", em olhar para o espelho sem as máscaras.
Vale a pena passar por essas fases, pois só atuar no sintoma para encontrar a cura, apenas colocar um "band-aid", e fingir que está tudo bem, não vai resolver, seria um autoengano, certo?

Pra enxergar sua Luz, é preciso de vez enquando mergulhar nas profundezas, atravessar túneis, passar por labirintos e cavernas, que pode ser um caminho doloroso, mas o psicoterapeuta vai estar caminhando ao seu lado, você vai se fortalecer e vai chegar cada vez mais perto da sua Verdade, em um reencontro amoroso consigo.


domingo, 7 de setembro de 2014

Viktor Frankl: Inspiradoras reflexões!

Vale a pena ler essas belas palavras do admirável Viktor Frankl (1905-1997) , psiquiatra e psicólogo austríaco -fundador da Logoterapia- que sobreviveu ao holocausto nazista. 

" Eu queria mostrar às pessoas que até em uma situação desesperadora ao extremo, como eu vivi, em um campo de concentração, a vida terá um sentido se desejarmos. Quando alguém me diz que passou alguns anos na prisão ou que está sofrendo de uma doença incurável, ou ainda que está enfrentando qualquer tipo de situação desagradável, que não pode ser modificada, respondo a essa pessoa: se vc não pode mudar a situação vc ainda pode se situar dentro dela com liberdade. O ser humano sempre conserva a mais importante das liberdades, que é a capacidade de transformar sua atitude frente a uma situação inevitável. Por isso digo que todos nós temos a oportunidade de crescer como seres humanos, crescer além de nós, por mais dolorosa que seja a situação de vida. Quando alguém aprende a elevar-se acima de si mesmo, passa a oferecer o testemunho de uma capacidade que é única e própria do ser humano. Neste momento, a pessoa consegue transformar uma situação pessoal que era trágica em um triunfo. Logicamente, nem todos vão acreditar nessas palavras, se forem pregadas de um púlpito de uma igreja. Nem todos, também, acreditariam nisso se apenas estivesse escrito em algum livro de ética. Mas quando vc ouve alguém dizer isso depois dessa pessoa ter vivivo à sombra das câmaras de gás em Auschwitz, então vc passa acreditar nela.  Por isso, eu me sentia na obrigação de escrever este livro, era uma responsabilidade que eu tinha, era preciso contar para outras pessoas como eu testemunhei pessoas superando mesmo uma situação tão extrema."  




"Encontrei o significado da minha vida, ajudando os outros a encontrarem o sentido das suas vidas"



 
"[...] Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta - de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: 'Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita'. "




  
"Não procurem o sucesso. Quanto mais o procurarem e o transformarem num alvo, mais vocês vão errar. Porque o sucesso, como a felicidade, não pode ser perseguido; ele deve acontecer, como resultado de uma dedicação pessoal a uma causa maior, ou como subproduto da entrega pessoal a outro ser."
 

  

"Quando a circunstância é boa, devemos desfrutá-la; quando não é favorável devemos transformá-la e quando não pode ser transformada, devemos transformar a nós mesmos."  Quando não pudermos mais sermos capazes de mudar uma certa situação—é que somos desafiados a mudar a nós mesmos".


"Nós que vivemos em campos de concentração podemos nos lembrar que os homens que percorriam as barracas para confortar os outros, abriam mão de seu último pedaço de pão. Eles podem ter sido poucos em número, mas eles sustentaram prova suficiente de que tudo pode ser tirado de um homem exceto por uma coisa: a última de suas liberdades—escolher sua atitude em um determinado arranjo circunstancial, a escolha de seu próprio caminho." Fundamentalmente, portanto, qualquer homem pode, mesmo sob tais circunstâncias, decidir no que ele deve se tornar - mentalmente e espiritualmente. Ele pode manter sua dignidade humana mesmo em um campo de concentração."

 


"..Nas palavras de Nietzsche, 'Quem tem por que viver aguenta quase todo(qualquer) como'."


 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Isso vai passar.


 As vivências são diferentes, cada um com suas particularidades, claro. Porém, as tristezas, alegrias, raivas, ansiedade, angústias, paixões, etc., são de certa maneira comuns para todos nós.

Muda a intensidade, frequência e o modo como lidamos, mas reconhecemos o que o outro sente muitas vezes, porque já sentimos. A empatia então pode ser mais fácil sentir em muitos casos. Porém, muitos julgam o sentimento e emoção do outro de acordo com o MOTIVO, por ser pra ele um contexto desconhecido, que não consegue compreender a partir do seu ponto de vista.

Exemplo: Você pode não achar coerente a razão de tal pessoa estar sentindo essa raiva (e pode até criticar por não conseguir entender, afinal, você pensa"se eu fosse ela não sentiria raiva!"). Mas, o que mais importa é que você sabe como é ruim sentir raiva (lembre das vezes que você sentiu!), então você pode chegar mais perto de compreender pelo que o outro está passando, assim até sentir mais próxima a essa pessoa.

Podemos identificar as emoções em si, não os acontecimentos propriamente, porque não vivemos determinada situações e se vivermos podemos reagir diferente.

Compartilhamos essas emoções. Todos sabemos o que é sofrer, em diferentes níveis talvez, mas todos já tivemos experiências que trouxeram sofrimento. E por um lado isso é confortante.
Você não está só. E assim como cada um de nós que já passou por algum sofrimento, como já disse na mesma frase, já PASSOU. E é assim... Você pode estar sofrendo agora e eu não. Mas compreendo sua dor, e sei que vai passar, assim como passou pra mim, e nada impede de amanhã eu estar me sentindo mal e você bem. Não se fixe em nenhum estado emocional, não se identifique com essa dor.
Qual importância isso vai ter daqui alguns anos, ou mesmo, alguns dias? ..."Isso também vai passar".




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Reflexões de Alan Watts


"O sentido da vida é estar vivo. É tão claro, tão óbvio e tão simples. Mesmo assim, todo mundo não para de correr em pânico, como se fosse necessário conseguir alguma coisa além de si próprio."

"Tentar definir-se é como tentar morder o seu próprio dente."


 "Meditação é a descoberta que o objetivo da vida é sempre alcançado neste imediato momento”.




"(...) Nós pensamos que a vida, por analogia, era uma jornada, uma peregrinação, que teria um sério objetivo no final. E o objetivo era chegar nesse final. Sucesso, ou o que quer que seja, talvez o paraíso depois que estivesse morto. Mas perdemos o espírito durante todo o caminho.
Era uma música, e nós deveríamos ter cantado, ou dançado, enquanto a música estava sendo tocada“. (http://dharmalog.com/2011/05/30/o-trote-terrivel-que-nos-faz-perder-o-objetivo-da-vida-inteira-por-alan-watts/)

Ótimo vídeo "E se o dinheiro não fosse a finalidade?"-> http://dharmalog.com/2013/01/17/discurso-legendado-de-alan-watts-sobre-objetivo-do-trabalho-viraliza-na-web-e-se-o-dinheiro-nao-fosse-a-finalidade/





Psicoterapia (V) Frase Roberto Crema

"O Terapeuta é um pescador de luz caída... Com benevolência e paciência ele se conecta com a nobreza intrínseca a cada ser humano, fazendo aliança com o seu melhor. O mais imprescindível é se conectar com a essência luminosa que se encontra no âmago de tudo e de todos. Pois é a partir da luz que a escuridão se desfaz..." 
Roberto Crema 


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Reflexões de Jung



 "A razão nos impõe limites muito estreitos e apenas nos convida a viver o conhecido, como se conhecêssemos a verdadeira extensão da vida. Na realidade, nossa vida ultrapassa em muito os limites de nossa consciência e, sem que saibamos, a vida do inconsciente acompanha nossa existência. Quanto maior for o domínio da razão crítica, tanto mais nossa vida se empobrecerá. E quanto mais formos aptos a tornar consciente o que é mito, tanto maior será a quantidade de vida que integraremos."


“Aprenda a teoria o melhor que você possa, mas depois deixe-a de lado quando você estiver em contato com a maravilha de uma alma viva”.

"... O homem contemporâneo não consegue perceber que, apesar de toda sua racionalização e toda a sua eficiência, continua possuído por 'forças' além do seu controle. Seus "deuses" e "demônios" absolutamente não desaparecem; tem apenas novos nomes. E conservam-no em contato íntimo com a inquietude, apreensões vagas, complicações psicológicas, uma insaciável necessidade de pílulas, álcool, fumo, alimento e, acima de tudo com uma enorme coleção, de neuroses..." . 
 



"O homem que apenas crê e não procura refletir esquece-se de que é alguém constantemente exposto à dúvida, seu mais íntimo inimigo, pois onde a fé domina, ali também a dúvida está sempre à espreita. Para o homem que pensa, porém, a dúvida é sempre bem recebida, pois ela lhe serve de preciosíssimo degrau para um conhecimento mais seguro." 





 

Expressando e refletindo através das palavras

Sentir, desabafar irrefletidamente.. Para depois talvez refletir.
Aí quem sabe me compreender melhor...
Ou pelo menos aliviar o que me incomoda enquanto escrevo.
Sem regras, sem repressão, sem avaliação...
sem certo ou errado, sem limites de expressão.

Apenas o que vale é a emoção do presente, os pensamentos de agora..
Sem julgar, até mesmo não julgar o fato de que às vezes faço julgamentos.
Aceitar mesmo a minha não-aceitação.

Buscar interpretar menos, sem ligar para possível falta de coerência
por causa das aparentes frases paradoxais...

Somos seres em certo nível paradoxais... Às vezes ambivalentes.
Portanto uma mesma frase pode revelar diferentes nuances.
Depende o sentido que cada um extrai e interioriza.
De acordo com que entende, com o que viveu, como está no momento...Entre tantas outras possibilidades.

Há distorções, ou há a verdade de cada um.
Palavras podem confundir, podem passar algo que quem escreveu ou falou não tinha intenção.
Palavras podem ser muito limitantes, mas é uma importante e valiosa forma de comunicação com o outro e "com-si-go" mesmo.. Um ótimo recurso para me aproximar de "mimesma".