terça-feira, 10 de maio de 2016

Dicas de como desenvolver uma boa autoestima



Desenvolver amor próprio não tem a ver com a busca da perfeição. Algumas pessoas colocam condições para se amar, por exemplo: “só vou conseguir ter uma boa autoestima quando eu emagrecer; quando conseguir ser mais disciplinado(a); quando eu aprender a ter mais paciência; quando conseguir aquele emprego...” entre tantas outras características e situações exigidas. Vou listar algumas dicas para ajudar a desenvolver uma boa autoestima, lembrando que se trata de um processo dinâmico, não é algum “lugar” que você deva alcançar (nada é fixo), não existe uma receita pronta, são algumas orientações que é importante frequentemente lembrar e praticar. 

1)Aceitar suas limitações: não se cobrar tanto, ter paciência consigo, lembrar que é humanamente impossível ser perfeito. Importante não negar os “defeitos”, até porque só quando reconhecemos é possível mudar algo.

2)Investir em si- faça o que gosta e o que faz bem: Faça uma lista do que gosta de fazer e o que você faz bem (não necessariamente precisam ser os mesmos) e tire mais tempo pra você fazer essas coisas. Exemplo: ler, dançar, contato com a natureza, cozinhar, desenhar, pintar, escrever, andar de bicicleta, correr, etc. Por incrível que pareça muitas pessoas entram em uma rotina sem dar um mínimo espaço para seus prazeres e talentos, por mais simples –porém significativos- que sejam. 

3)Ajude os outros se sentirem bem: sem se anular, com pequenas atitudes é suficiente e muito gratificante perceber que você contribuiu com outro ser. 

4)Desafie-se e ouse mais. Enfrente o medo: Coragem é agir apesar do medo. Se ficar postergando/fugindo, isso confirma a sensação de insegurança e incapacidade. Quanto mais vezes você se propuser a fazer algumas das coisas que sente dificuldade, menos assustador estas situações parecem e, mais preparado se irá sentir para realizá-las. 

5)Transforme lamentações em decisões. Reclame menos e agradeça mais: observe mais o que te “farta” ao invés do que te falta! 

6) Valorize suas conquistas: Não espere dos outros. Você mesmo pode se parabenizar. Das pequenas às maiores, cada passinho que você der merece ser reconhecido e valorizado. 

7) Autorespeito.: Aprenda dizer não sem culpa. Respeite seus limites, suas vontades e sentimentos. 

8) Aceite elogios- Agradeça! É um presente que você está recebendo, leve com você. Se você não aceita está rejeitando suas qualidades admiradas. 

9) Aprenda a rir de si: Amplie a sua capacidade de humor, não se leve tão a sério! 

10) Trace objetivos alcançáveis: metas inatingíveis apenas servem para promover a frustração e para baixar sua autoestima.

11) Atente-se aos pensamentos e falas de autocrítica : Observe o que você pensa e fala a respeito de si. Você gostaria de ter um amigo que fala dessa maneira de você? Seja sua melhor companhia, afinal, você que convive consigo durante o dia todo, a vida toda. 

12) Desidentificação com as emoções. Não se rotule- Por causa de uma atitude que julgamos como ruim nos desqualificamos como um todo. Sem perceber que é apenas um comportamento naquele momento, que passa, e temos muitas outras qualidades. Exemplo: se você agiu com raiva porque se sentiu provocado, não quer dizer que é raivoso.  

13) Congruência e honestidade consigo: Não agir conforme nossos valores é uma forma de “autotraição”. Quando não agimos coerentes ao que pensamentos e sentimos, nos percebemos como uma farsa e isso é péssimo para autoestima. Dificilmente confiamos em quem nos engana, isso inclui o autoengano. Ao mentir, agir com falsidade, ou não cumprir algo que se propôs, a confiança em si diminui. 

14) Evitar comparações e autenticidade: É comum comparar os nossos bastidores com o palco dos outros, ter inveja de alguém que está “brilhando” sem saber todo esforço e sofrimento que já passou e dificuldades que ainda passa. Ninguém é melhor em ser você do que você mesmo, quanto mais você expressar sua singularidade, sua autenticidade melhor vai ser pra você e para todos. Se compare mais com você mesmo: “Como eu estava ontem, como estou hoje?”. 

15) Perdoe-se: não julgue situações passadas com valores do presente. Você agiu de acordo com a consciência que tinha até então. 

16) Autoconhecimento- Olhar mais para dentro que para fora, mais para si do que para os outros. Sempre há mais para nos conhecer, e esse “trabalho interior” é o que ajuda muito em todos os itens anteriores. Devido sua importância, esse tema precisa e merece um texto inteiro, que ficará para o próximo artigo.   
 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Caracteristicas de pessoas com baixa autoestima



No artigo do mês anterior escrevi sobre o que é a autoestima. Neste artigo você vai entender mais as características de alguém com baixa autoestima, podendo perceber se você se identifica com algumas delas.

Submissão: Dificuldade de dizer não para os outros. São aquelas pessoas sempre preocupadas em agradar, dispostas a largar o que precisa fazer para si para ajudar os outros, se colocam em último lugar. Acreditam que para serem aceitas precisam fazer o que o outro deseja. São conhecidas como “boazinhas” demais, porém, essa atitude demonstra na verdade uma falta de amor próprio que leva a pessoa achar que se não ceder às vontades dos outros não será mais querida e amada.
Não aceita elogios: Alguns exemplos: Se alguém elogia sua blusa a pessoa diz algo como “foi bem barata” ou “ah, essa blusa é velha”. Se elogia sua beleza: “até parece, são seus olhos” Por não concordar ou ficar constrangida devido à insegurança, a pessoa ao invés de agradecer, fala algo para se desmerecer, não recebendo aquele presente que é o elogio! Ou também pelo desejo de uma confirmação, para que o outro reforce aquilo que disse, já que quem tem baixa autoestima busca muito esse reconhecimento dos outros, mesmo que nem sempre concorde.
Perfeccionismo: A insegurança interna é compensada pelo perfeccionismo excessivo. São pessoas críticas e exigentes com elas mesmas. Como se sabe que a perfeição não existe a procura é por um padrão colocado, a pessoa se cobra um ideal que não é possível alcançar, pois sempre precisa ser melhor. Geralmente acaba sendo critica com os outros também.
Sentir-se exposto e julgado: Como a pessoa se julga muito, ela acha que os outros estão julgando igual. Tem a sensação que estão sempre percebendo as falhas que ela mesma percebe. Há na verdade muito egocentrismo, pois ela de certa maneira acha que é o centro das atenções, e também facilmente levam para o lado pessoal: interpretam um olhar, uma fala, facilmente como uma critica negativa contra elas.
Carência: Quem tem baixa autoestima, procura fora o amor que não se dá. Então fica mais vulnerável às circunstâncias externas e dependente dos outros. É uma busca inconsciente do reconhecimento que muitas vezes não houve na infância. Quanto menor o amor próprio mais vai depositar a responsabilidade nos outros para preencher essa falta.
Transtornos alimentares, vícios e autossabotagem:  O alimento está associado a carinho, a cessação de um desconforto desde a primeira mamada de um bebê. Pessoas com compulsão alimentar buscam pelo preenchimento de um “vazio” interior, por segurança, por autoconfiança, aspectos que levam às sensações primárias de contato com a figura da mãe, aquela que nutre, que acolhe e protege. As pessoas que se envolvem em vícios estão tendo um comportamento autodestrutivo, que já começa nos pensamentos destrutivos. São pensamentos que se voltam contra si. Pense em alguém que você ama: Você ofereceria algo que o prejudicasse? Quando não só falta amor como até há raiva e ódio de si, a pessoa se boicota, muitas vezes por achar (mesmo que não se dê conta disso) que não merece ser feliz. Vícios também servem como uma válvula de escape, por ter dificuldades de lidar com seus conflitos, se usa o prazer como uma fuga, e assim, acaba afastando ainda mais do seu amor próprio. Quem ama respeita e cuida, isso serve também para cada um consigo.
Sentir-se vítima ou culpado – A mentalidade de vítima faz com que a pessoa pense que não pode fazer as mudanças que deseja por causa dos outros ou que a vida é injusta. Sente pena de si mesmo, não se responsabiliza por suas escolhas e seu poder pessoal se enfraquece. E no outro extremo, tudo que acontece, mesmo que não tenha nada ver consigo a pessoa toma a culpa pra si, carrega um peso desnecessário nas costas. Acha que faz tudo errado, e os problemas são causados por sua incapacidade.   
Comparação e inveja- É comum as pessoas se compararem, e não há nada de errado em sentir inveja, desde que não prejudique os outros nem a si. O problema está na intensidade, frequência e como se lida com isso. Quem tem baixa autoestima sofre demais, pois está constantemente se comparando, geralmente se sentindo inferior, e ao se sentir superior ou fingir superioridade, também é um modo de mascarar sua insegurança. Pessoas arrogantes, que se acham melhores e gostam ou necessitam de se sentir invejadas não estão com sua autoestima saudável.

Essas são algumas dentre outras características.  Por ser um tema muito amplo e que afeta muito nossa vida (em todas as áreas), darei continuidade no próximo artigo, sobre como desenvolver uma boa autoestima.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Sobre Autoestima

        A autoestima pode ser definida como a opinião, o sentimento e a visão que uma pessoa tem de si mesma. Dependendo de como está sua autoestima, a pessoa pode se valorizar, ter mais autoconfiança e autorespeito ou ao contrário. A forma como cada um se enxerga, se percebe e se trata, influencia nos seus comportamentos, portanto afeta todas as áreas da vida.  
         Muitos confundem narcisismo com autoestima. As características do narcisismo é o egocentrismo, arrogância, dificuldade de se colocar no lugar do outro (falta de empatia), sentimentos de grandiosidade/superioridade. Na verdade, aquela pessoa que na linguagem popular dizemos que “se acha”, está querendo compensar sua sensação de insegurança, no fundo ela se sente inferior, podendo esconder isso dela mesma para não sofrer com a frustração. Muitos falam a respeito dessas pessoas que “elas tem excesso de autoestima.” Porém, isso não pode ser verdadeiro. Seria como dizer, por exemplo, “elas tem excesso de saúde/ de felicidade”. Não faz sentido, não é? Essas pessoas a quem estamos nos referindo não têm autoestima boa/saudável. O que elas têm é uma falsa autoestima, na verdade, é autoengano!
      Essa necessidade de querer ser visto, admirado, invejado, é justamente pela falta do amor próprio, então o indivíduo que parece estar tão seguro por gostar de aparecer, esconde uma fragilidade, vestindo uma máscara de forte e bem resolvido.  Portanto, é preciso entender que quando falamos de uma pessoa com autoestima, ela não se sente melhor que ninguém e reconhece suas limitações, suas fragilidades, sabendo que não é perfeita. Quem tem autoestima saudável consegue sentir compaixão pelo outro sem achar superior, pois ela consegue perceber o sofrimento e também as qualidades das outras pessoas. 
      A autoestima não depende de condições externas, é o amor incondicional por si, independente do que você faz e o que você tem. Então, não adianta buscar autoestima fora de si, é ilusório. Estudar para ter um cargo importante, fazer cirurgia plástica, casar, tudo isso pode trazer a sensação de realização e ajudar na autoestima, mas por tempo limitado e vulnerável ás situações externas. Sabemos que é tudo impermanente, transitório, e depois de conseguir alcançar o objeto de desejo e passar aquela satisfação, já vai vir aquela sensação de falta novamente, por causa do vazio interior (que é falta de se preencher com o próprio amor) então a falsa necessidade de partir em busca de mais continua: é insaciável! Nada errado em desejar e buscar o que se quer, é muito prazeroso mesmo, desde que seja conscientemente, sem depender disso para ser feliz. O problema é depositar a felicidade e acreditar que vai ser mais amado –e então se amar mais- por bens materiais, por títulos e pela beleza física. O verdadeiro amor, tanto dos outros por nós como de nós próprios, não é algo que depende desses fatores. Essas falsas crenças podem trazer muitas frustrações, pois não se está olhando para a raiz do sofrimento, portanto também não se está encontrando a verdadeira solução.
          Quem somos, como nos tratamos e como respondemos ás situações é que mais importa. Não quer dizer que a autoestima precisa ser inabalável, pois não é uma coisa fixa, rígida, é normal oscilar, mas que possamos nos conhecer cada vez mais, nos trabalhando para oscilar cada vez menos.  O que você está buscando fora, a aprovação alheia, é o que você não está se dando. Então, tendo consciência disso, perceba se você está sendo amoroso consigo ou muito crítico. Você pode saber melhor se está sendo seu melhor amigo observando aquela “voz” na sua mente: Tem sido uma voz julgadora, que fica te recriminando? Se xingando? O que dizem seus pensamentos? Você convive o dia inteiro, a vida toda, com você mesmo, então, você é a pessoa mais importante de sua vida, que mais precisa de estima, da sua própria estima!  

   

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quando tentar controlar traz sofrimento


  

           Acreditar que podemos ter controle com o que acontece ou deixa de acontecer conosco é um dos maiores motivos da nossa tristeza. É uma ilusão em que pode nos dar uma sensação de falso conforto por um tempo. Até ocorrer algo contra nossa vontade então dizemos que algo deu “errado”, pois não estava nos nossos planos. Aí lembramos (até esquecer novamente) que não é possível prever, por mais que nos organizamos e fazemos tudo como está no “script”, algo pode falhar, mesmo que da nossa parte achamos que fizemos tudo “certo”.

            Controlar nosso próprio comportamento tem a ver com a responsabilidade e consciência de escolha de cada um.  Controlamos então de certo modo nossas ações, mas não as consequências. Não tem como controlarmos o que os outros fazem. Não tem como controlarmos a natureza. Não temos controle de nada sobre o mundo externo

            Podemos ter atitudes que evitem que situações que achamos ruim aconteçam, tendo alguns cuidados. Mas essa cautela em muitos casos fica tão excessiva, que sufocam muitos, tanto àqueles que sentem a pré-ocupação desnecessária achando que o pior pode acontecer, como sufoca a quem convive. Claro que você não vai deixar de fazer sua parte, mas saiba qual é realmente a sua parte, até onde você pode ir. Reconheça e aceite que como um ser humano, tem seu limite: não é sua função cuidar de todos e de tudo, e que tudo saia no seu ideal de perfeição.  

            Quando aquilo que chamamos de problema acontece, sentimos a inútil culpa. Como se pudéssemos controlar tudo conforme o que achamos melhor. Primeiro que nem sempre sabemos o que é melhor pra gente. Se sempre desse tudo aparentemente certo, deixaríamos muito de crescer, e perderíamos melhores oportunidades. Ainda bem que às vezes nosso “pseudocontrole” não funciona! Há uma sabedoria maior em cada um de nós que nos leva a caminhos desconhecidos, que por vezes ficamos com medo e achamos que onde estávamos era melhor. Mas com o tempo percebemos que se não fossem essas adversidades, não teríamos conhecido pessoas e situações maravilhosas, além dos grandes aprendizados. Se nos soltarmos mais, confiando no que nos acontece talvez aconteçam as mesmas situações que aconteceriam se tivéssemos tentando controlar, mas tudo vai se tornar mais leve, fluído e em alguns casos até divertido, sofreremos muito menos. Quanto mais resistirmos, ficamos apegados aos nossos desejos e lutando contra o problema, mais vai demorar para situação melhorar.

            O fato é que a natureza da vida é mudança, transição, transformação. Se apegando você destrói a beleza do presente. É como querer caçar uma borboleta e guardar num pote de vidro, pois achou linda e quer permanecer com ela, ela vai deixar de existir. A beleza era justamente vê-la viva, em sua liberdade voando com suas belas asas coloridas. Não queira controlar a vida e os seres, pois não vai conseguir mesmo, e só vai trazer mais angústia! Aprecie a beleza enquanto há a pulsão de vida no presente, em que só no aqui agora é possível viver e fazer algo se preciso e possível, não ontem nem amanhã.

     

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Como você lida com a tristeza?

Um texto sobre tristeza,mas muito do que está escrito vale para quaisquer sentimentos e emoções..





 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Como você se trata?


"A principal tarefa do ser humano é dar a luz a si mesmo" Erich Fromm.
 
         Você não tem ou não teve os pais que gostaria? Isso vale para (ex) parceiro(a) também. Eles (ou um deles) te trataram com muita negligência, já que pareciam mais preocupados com outras coisas? Ou ao contrário, foram muito severos, te criticando e proibindo muito, exigindo mais que o máximo de você?
       Talvez você já saiba sobre a importância do perdão, o fato de que guardar mágoa você só está magoando a você mesmo. Perdoar é libertar você mesmo desse sofrimento. Eles fizeram o melhor que podiam, com o que sabiam, ou seja, muito pela ignorância, e em muitos casos provavelmente tiveram uma criação semelhante, ou mesmo, do outro extremo, aí tentaram compensar, indo para o outro pólo.
      Mas o que quero falar com você é sobre VOCÊ, já que os outros não conseguimos mudar. Será que você não tem um “pai interno” muito rígido, que se cobra muito? Pois talvez seu pai não esteja mais presente, ou tão presente, mas o que ficou interiorizado? Alguns agem consigo como o pai ou mãe age ou agia, e muitas vezes de maneira ainda pior. Ou você está sendo ausente consigo, se tratando com desleixo, deixando te tratarem como quiserem, dizendo sim para os outros, e não para si?  Se você está se desrespeitando, provavelmente quem mais precisa de perdão é você. Você se perdoar por se maltratar, com as autocríticas geralmente mais frequente que as criticas do outro, afinal, quem convive com você direto? Você pode ser seu pior inimigo. Mas quanto mais você toma consciência do seu diálogo mental, procurando mudar dos pensamentos contra você mesmo para ao seu favor, mais é possível ir fazendo as pazes e ficar em paz.  
     Então, seja como você foi ou é tratado pelos pais, pelo (ex) companheiro, ou seja quem for, o mais importante é como você se trata. Se te trataram com desprezo ou muita pressão, procure o equilíbrio, tratando-se como gostaria de ser tratado. Quem não gosta de ser tratado bem? Comece por você mesmo, seja sua melhor companhia. Você pode escolher não se abandonar e se tratar com muito amor, como realmente merece. Ninguém pode tirar esse amor por você, apenas te deixar cego para o que já há em ti, mas só se você permitir. Ainda dá tempo de enxergar-se verdadeiramente sem julgamentos, se acolher com toda compaixão. "Dê" a Luz para si, ou melhor: permita-se receber e deixe crescer, pois ela já está aí.

 "O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos." (Marguerite Yourcenar)