quarta-feira, 19 de agosto de 2015
O diferente visto como louco
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Eu era feliz e (não) sabia
Você já pensou, falou ou ouviu isso?
Como ''prevenir'' pra não usar essa frase no ''futuro''?

O que impede de nos sentirmos mais felizes, aproveitando a vida, é viver o mais plenamente possível o presente. Comparamos o passado como algo melhor, pois recordamos dos acontecimentos em si, dos momentos vividos
Mas sabe o que acontecia enquanto simplesmente vivíamos aquilo que agora é lembrado com saudades? Pensamentos limitadores. Pensamentos como: "não deveria ser assim, eu queria que fosse assado, não sou bom/boa o bastante, antigamente era mais fácil", etc. As autocríticas e reclamações. As comparações com o passado e as preocupações com o futuro. Por isso muitos não sabiam que eram felizes. Pois estavam focando no negativo, no que faltava, e sempre parece faltar algo. Na psicoterapia esse aspecto de auto-observação e autoconhecimento é muito importante, para reconhecer e mudar os padrões de pensamentos negativos e crenças limitantes, que geram tanto sofrimento.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Medo de amar e ser amado.
Se não existissem estariam se enxergando inteiramente.
Há algo que impede de ver e sentir totalmente.
Somos nós, seres com tantas falhas e tanto potencial
que deixamos nublado.
A luz pode ofuscar, se clarear podemos nos assustar.
Mais fácil então viver com as barreiras, nos acomodarmos em nossos bloqueios.
Nosso espelho interior está embaçado, parece perigoso refletir.
A transparência nos assombra.
O que nos encanta também nos espanta
Aproximamos de leve por um momento breve sem deixar que o coração nos leve.
É a presença do medo, ausência do amor.
O amor que se oculta na penumbra, pois o medo o esconde.
Não é bom, porém é até mais tranquilo lidar com o medo do que lidar com sentimentos "iluminados"
que achamos que podem nos cegar,
e na realidade, é justamente ao contrário,
é o que faria a gente com um "terceiro olho" enxergar.
Busca e encontro de relacionamento amoroso.
Se queremos conviver com alguém parecido conosco, quanto mais temos autoconhecimento, mais consciência temos do nosso valor, do que nos faz verdadeiramente bem, do que realmente gostamos (sem tantas influências, que é comum nem se dar conta), então assim será maior a possibilidade de não se enganar na escolha, de não se apaixonar somente por projeções...
Com o passar do tempo no relacionamento, ao conhecer melhor começamos enxergar no outro os aspectos negativos, porém atraímos essa pessoa talvez porque justamente essas características estão em nós mesmos, provavelmente inconscientemente ou por assuntos do passado mal resolvido.
Se vivermos a maior parte do tempo sem autenticidade, usando máscaras, se falta autopercepção e deixamos de reconhecer e lidar com aquela "parte" de nós que não queríamos ter, que negamos, então maior o risco de ter um relacionamento que com o tempo nos decepcionamos, sendo que quanto maior a expectativa e idealização, maior a frustração e desilusão.
Por isso, reforçando, quanto mais nos conhecemos, tanto a "luz" quanto o nossa "sombra" mais chances de fazer uma escolha melhor -mais consciente-, se relacionando com uma pessoa que realmente temos afinidades e as diferenças complementam, podendo aprender e termos motivação pra melhorar.
domingo, 7 de junho de 2015
Autossabotagem X Autoconfiança
Às vezes, sobre uma mesma coisa: pensamos de um jeito, falamos de outro, e agimos ainda de outro jeito. Acabamos então mentindo pra nós mesmos, sendo incongruentes. Isso está muito relacionado à autossabotagem, quando “sem querer (consciente) querendo (inconsciente)” puxamos nosso próprio tapete. Por exemplo, quando postergamos aquilo que precisamos fazer logo; Quando perdemos ou atrasamos em um compromisso, por nos enrolarmos sem necessidade; Quando comemos em excesso comidas que sabemos que são nada saudáveis; Quando deixamos de fazer algo, como exercício físico ou arrumar a casa/o quarto por preguiça, e vamos protelando, etc.. E damos várias desculpas, porém, uma parte muito inteligente de nós obviamente não acredita nessas desculpas, e isso vai nos enfraquecendo, por não darmos ouvidos a essa sabedoria interior. Enquanto estamos muitas vezes distraídos-para não nos lembrarmos do que é importante-, no fundo, aquela culpa e autocobrança estão de alguma maneira nos afetando.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Citações de psicoterapeutas
- ''Seres humanos não podem ser reduzidos a componentes;
- Seres humanos têm em si um contexto humano singular;
- A consciência humana inclui uma percepção de si mesma no contexto de outras pessoas;
- Seres humanos têm escolhas;
- Seres humanos são intencionais, eles buscam significado, valor e criatividade.”
- James Bugental
quarta-feira, 11 de março de 2015
O que é preciso para ser um “bom terapeuta?”
"Para ser um 'bom terapeuta' é preciso conhecer as próprias feridas, pois elas fazem parte da verdade mais profunda que nos ensina que é através da nossa própria dor que podemos sentir a dor do mundo e nos sentir parte dele também.
É preciso ser capaz de acolher as próprias lágrimas, embalar os próprios medos, aceitar os momentos de raiva e hesitação. É preciso conhecer as paredes da própria prisão, sem deixar de pressentir a luz que chega através das grades.
É preciso reconhecer-se também nessa luz, e nas estrelas, e nos rios, e nas montanhas, e no canto dos pássaros, e no sorriso de uma criança.
É preciso sentir-se parte da natureza e não conseguir deixar de suspirar ao assistir à beleza de um silencioso pôr do Sol.
É preciso ter senso de humor, saber criar alegria e leveza sem precisar
negar a dor e a tristeza. Um “bom terapeuta” é um equilibrista e sempre
tem um pouco da alma do artista. É preciso ter amado profundamente outro ser humano, e ter sido capaz de entregar-se totalmente a esse amor.
Tudo isso é preciso para ser um “bom terapeuta”, e muito mais...
Um “bom terapeuta...” cuida para
que sua vida contenha momentos de silêncio, paz e contemplação. Olha através dos olhos e reflete de volta a luz que encontra dentro de cada ser humano.
Não cai nas armadilhas do tempo e sabe que qualquer pessoa é
sempre uma pessoa a ser conhecida, mesmo que já se tenham encontrado
muitas vezes. Nunca se cansa de descobrir o outro, não se guia pelo
passado, não cristaliza histórias. Ajuda a criar movimento e libertação.
É capaz de dar asas à imaginação e compartilha a memória de que
todos somos seres maravilhosos. Assim, ajuda as pessoas a descobrirem o dom de
reinventarem a si próprias a cada momento.
Gosta de viajar por
terrenos desconhecidos. Oferece sua companhia para desvendar cavernas
sombrias, mergulhar em regiões profundas ou nas matas mais densas. Em
troca, procura companhia para voar entre os brilhantes astros do
Universo, cavalgar em caudas de cometas e depois voltar à Terra
escorregando por entre as cores do arco-íris.
Confia no ritmo
da natureza e oferece seu espaço de trabalho como um útero sagrado onde o
milagre da vida possa acontecer.
Confia na sabedoria
intuitiva presente dentro de cada pessoa, e nunca contraria essa
sabedoria. Sabe respeitar o NÃO do outro. Sabe respeitar o SIM. Sabe
respeitar os momentos de dor e silêncio. Sabe respeitar a raiva ou
qualquer sentimento que se faça presente. Não tenta suprimir, desviar ou
controlar o que não compreende. É capaz de suportar sua incapacidade de
compreender todas as coisas, pois muitas vezes é isso o que acontece.
Acredita na simplicidade de ser apenas quem é, e faz disso sua oferenda. Seus maiores recursos são a sensibilidade e a reverência que sente ao se encontrar frente a outro ser humano, a profunda compaixão que sente por sua dor e o vislumbre do potencial.
Quando olha para outro ser humano,
um “bom terapeuta” não vê apenas o que existe, mas também as
maravilhosas possibilidades de vir a ser. Vê na semente adormecida toda a
beleza da flor já aberta para o mundo. O maior dom do “bom terapeuta” é
ser capaz de compartilha essa
visão.
É capaz de ouvir as pessoas com seu
coração, vale sagrado que existe além do certo e do errado, encontrando a
presença do divino em qualquer manifestação.
É capaz de
permanecer incondicionalmente ao lado do outro para ajudá-lo a aceitar e
compreender que sua vida é o fruto doce ou amargo de suas próprias
escolhas.
É capaz de ajudar o outro a reencontrar sua
capacidade de sonhar, para que dessa forma ele possa fazer escolhas
diferentes, que tornem mais doces os momentos de sua vida
Um
“bom terapeuta” nunca desiste. Nunca desiste de seu caminho, da
possibilidade de um mundo melhor com mais harmonia, mais vida e mais
alegria. É
persistente, paciente, existente; embora nunca esqueça de que cada
pessoa tem o livre arbítrio para decidir seu próprio rumo. Sabe que não é
responsável pelo outro, por seus sucessos ou por suas dificuldades,
embora participe intensamente de cada passo dado no caminho da vida.
Um “bom terapeuta” às vezes se sente frágil e cansado e nesses
momentos sabe procurar ajuda. Sabe que muitas vezes ainda se sentirá
impotente e fracassado e que não será capaz de fazer muita das coisas
que são esperadas de um “bom terapeuta”.
Reli tudo o que tinha escrito. Senti-me pequena, incapaz de tarefa tão grande.
Foi então que encontrei a luz.
Para ser um Terapeuta é preciso, antes de qualquer coisa, Ser.
Não um “bom terapeuta”. Ser “quem você É”. Provavelmente não tão
perfeito ou equilibrado quanto gostaria talvez muitas vezes inseguro,
confuso ou assustado, muitas vezes triste, com raiva E ainda assim
“você”.
Ser Terapeuta é um ato de amor. E como
qualquer ato de amor deve começar por aceitarmos e amarmos a nós mesmos."
quinta-feira, 5 de março de 2015
A verdadeira autoestima! (Artigo no jornal)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
A coragem de ser "você mesmo" (Artigo jornal)

Conhecer a si mesmo para tornar-se o que é - e ter coragem pra ser-.
Tem uma frase do falecido poeta curitibano Paulo Leminski que diz: “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além.” Ah, e como é bom simplesmente permitir ser quem se é, diria também, quem se ESTÁ, já que mudamos muito. É uma sensação de leveza e liberdade. Parece muito redundante esse negócio da gente dizer "seja você mesmo". Ué, quem vai ser você, além de você, e quem você pode ser se não você?! Ninguém melhor para ser você mesmo do que você (não é ótimo?), por isso é importante expressar nossa singularidade. O problema é que na tentativa de agradar o outro, do medo do que vão falar, ou seja, de enganar o outro e a si mesmo usamos máscaras, além das armaduras, para defender da nossa vulnerabilidade, sendo que esta pode ser tão enriquecedora se a usarmos com nossa sensibilidade. Na verdade, acho que nossa maior fraqueza é quando queremos parecer fortes. Forte para os outros, forte pra si mesmo, enganando os outros, se enganando, deixando de vivenciar toda beleza humana em nós. Somos covardes por termos orgulho e não mostrar nossa sensibilidade, fingir que está tudo bem ou nos mostrarmos frios e controlados. Sentir e assumir nossa vulnerabilidade, ao contrário, nos fortalece - sem tirar nossa sensibilidade-, podemos sentir mais compaixão e nos torna mais leve. O fato é que precisa ter coragem de se deixar ser tudo que é, de não deixar de mostrar o que sente.
Quando temos vergonha de sermos quem somos, acabamos não sendo por completo, ficamos com joguinhos mentais, preocupados com aparências, comparamos demais, e desperdiçamos energia em TENTAR PARECER ao invés de simplesmente SER. Ao agir ouvindo nosso coração, dizendo sim pra si, estamos nos valorizando e a vida flui melhor, pois usamos aquela energia que antes sustentava as máscaras para coisas realmente válidas e benéficas.
Para "tornar-te quem tu és" (Nietzsche) é preciso estar sempre desenvolvendo o "conhece-te a ti mesmo" (frase inscrita no Templo de Apolo em Delfos). A importância dessa sabedoria tão antiga está sendo felizmente cada vez mais reconhecida. Muitas pessoas estão buscando algumas ferramentas, como a psicoterapia, para olhar mais para dentro, do que para fora, que é o melhor modo de fazer escolhas mais conscientes, que tem consequências mais positivas. Mesmo não se conhecendo tão bem, claro que não se deixa de ser si mesmo, porém, acontece de se agir com muita inconsciência (que gera sofrimento), deixando de manifestar tantos potenciais.












