segunda-feira, 21 de julho de 2014

Criar, recriar, transformar... Compartilhar



Parece que tudo já foi escrito
De diferentes formas, mas tudo já foi dito
Por mais que o que eu escreva seja bonito
Alguém pode ter já visto e lido, algo parecido
Dando a impressão que eu não crio, mas imito

 

Variadas combinações
diversas rimas e prosas
Milhares de expressões
de cravos ás rosas
de dor á amor
de tristezas á alegrias
de todas estações
todas cores
mistura de tons, de dons
de poesias frias e calorosas
pela razão e pela emoção
A minha? Acho que é uma fusão
Algumas mais pensadas e trabalhadas
Outras instintivas ou intuitivas
Essa aqui? Tem de tudo
Assim como outros poemas e textos que também dizem
sobre esse assunto, que "tudo já foi falado, e registrado"...




O que for colocar como arte
da mais minha profunda expressão através da escrita
pode tornar-se clichê (muitos então já enjoaram)
Porém, muitos ainda lerão como novidade
e perceberão a criatividade
Para alguns será algo diferente, para sentir e refletir

Muitos também pensam semelhante
Mas aí ficam sem coragem de transformar pensamentos
em arte expressiva
que fazem com que a chama da inspiração
reacenda, reviva.


Tem gente que não tem vontade
Aquela pessoa que no fundo não se acha capaz
Aí passa mesmo por covarde
Ou até bem produziria, mas com isso não se satisfaz.

Cada um se encontra consigo de maneira incomum
Seja do modo que for..
Imitar o caminho do outro não chega a lugar nenhum
É preciso procurar com ousadia e amor.




quarta-feira, 16 de julho de 2014

Uma verdade imutável é que sempre existirão mudanças!


      

  Como uma Onda no Mar

             Uma verdade imutável é que sempre existirão mudanças. Como diz a letra do Lulu Santos: “Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo. Tudo muda o tempo todo. (...) Tudo passa, tudo sempre passará.” Podemos ir de vez em quando naquela mesma praia, e parece ser sempre o mesmo mar, mas não é, são outras ondas.  Conosco é assim também. Muitas vezes é difícil reconhecer já que muita das mudanças acontece aos poucos.  As mudanças que ocorrem em nós normalmente são tão sutis que não percebemos como se dá tal processo. Às vezes só nos damos conta o quanto mudamos, quando alguém que não nos vê faz tempo comenta conosco.            
             Algumas características nunca mudam. As aparências obviamente enganam (ou NÓS nos enganamos com as aparências?) e a pessoa pode estar em uma fase, em um determinado contexto de vida que justifique o modo dela agir assim ou assado, isso não quer dizer que sempre vai ser desse jeito! Não dá pra enquadrar ninguém em rótulos.
              Então, quando começar um novo "ciclo" e essa pessoa tiver atitudes diferentes, quer dizer que ela não estava sendo ela mesma? Ou significa que está sendo fingida agora? Geralmente nenhum nem outro. Ela está apenas se conhecendo, conhecendo outros, conhecendo a vida. Porque aquela pessoa não "era assim e não é assado”, como muita gente achou e se enganou.  Tem gente que se deixa ser rotulado e na verdade o próprio se vê, se coloca em determinado estereótipo, ou seja, se limita aquilo que aparenta e não quer seguir outro caminho.
            É como se tivéssemos muitos "eus"  e depende da nossa vontade, de como estamos na ocasião usamos determinado "eu" ou descartamos. Tendo a “cabeça aberta” podemos mudar alguns conceitos, ampliar nossos gostos, nossas visões... Sem julgamentos e preconceitos. Apenas se permitindo ser flexível. E para quem tem a mente mais "fechada" claro que tende a continuar fazendo e gostando das mesmas coisas. Mas só porque não experimentou variar um pouco, porque não se deu a chance. Nunca vai saber como seria "se"...
            As preferências podem mudar por um tempo e depois voltar. Acho que o legal é de vez em quando arriscar e não seguir sempre no automático. Tem pessoas que só porque não estão acostumadas, para não saírem do hábito nem sequer cogitam tentar algo que poderia fazer bem, algo que poderiam gostar. Mas claro que a opção é individual, e o que vale é se sentir bem. Não acomodado, em uma zona de conforto, e sim, feliz com suas escolhas. 
           É comum pensar, falar ouvir frases como: "Nossa! Você não era assim!" Ou: "Como você mudou, não esperava isso." Na verdade a pessoa só despertou algo que já tinha latente, ou conseguiu mostrar outro lado seu, ou ainda, os outros que não conseguiam perceber... É mais cômodo ter sempre aquela mesma visão dos outros. Então é desconfortável quando a gente vê que nem todo mundo é como queremos ou esperamos. Ou também pode ser legal e divertido se surpreender, como quando vê aquela pessoa que parecia tão medrosa fazer uma “loucura”, que era tão tímida tomar uma iniciativa ousada.
            Desde que seja espontâneo, verdadeiro, eu não vejo problemas. As pessoas não têm que agir sempre do mesmo jeito, ir sempre aos mesmos lugares, vestir sempre do mesmo jeito, andar sempre com as mesmas pessoas, ouvir sempre o mesmo estilo de música. Nem mesmo é possível ser sempre introvertido ou sempre extrovertido, apesar de que um predomina. Cada um, de acordo com suas vivências e escolhas, pode ou não apresentar certas mudanças.  Independente das nossas opções, estamos sempre, de alguma forma ou de outra, mudando. Como diz na música: “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.” Poderia acrescentar: Nem ninguém.
            Não devemos nada só porque os outros têm expectativas e ideias sobre nós definidas, preconcebidas. Não vamos deixar de sermos nós mesmos, só porque o outro quer assim, porque esperava por outra coisa. Como diz o título de um álbum do Gabriel o Pensador “
Seja Você Mesmo (mas não Seja sempre o Mesmo)”. Algumas amizades se acabam porque as afinidades se perdem, outras mesmo com as mudanças e diferenças a amizade continua, o carinho, a sintonia e o entrosamento não modificam. O que mais vale ainda é a autenticidade e o respeito.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Foi por causa desse cinza do passado, que agora podemos aprender a colorir


      Concordo que não vale a pena "carregar o cemitério na cabeça", que o que passou pertence ao passado; que quem não saiu de lá, está preso a um "museu". Deixando esses clichês de lado, estava pensando... Para muitos é difícil encontrar meio termo. Tem pessoas que só olham pra trás e acabam levando alguns esbarrões por isso; outras só pensam lá na frente, esquecem aonde estão pisando, acabam se encontrando com sombras, percebendo que o "futuro" nunca chega. Então, quando encontram com o 'amanhã', percebem que não viveram o 'ontem'! E há muitos que aproveitam o atual momento, mas às vezes acabam desvalorizando algo significante que já fez parte de sua vida, importante no processo, pra chegar onde está, como está.

       Vendo por outro aspecto, tempo e espaço são relativos.. Mas o fato é que o que passamos e quem passou por nós, são fragmentos do que somos e continuaremos a ser com a soma de todos acontecimentos que vamos levando...Mesmo que estejam bem guardados, escondidos.  Mesmo aparentemente não nos afetando em nada, o passado tá ali de alguma forma acompanhado com os ditos presente e futuro, atemporalmente. O que estamos vivendo agora, considerado tão importante, daqui um tempo será passado, aquilo que está trazendo tanta ansiedade e aflição, será esquecido, ou não mais lembrado.





            O que posso 'concluir' com isso é: de fato, o melhor a fazer é valorizar o que acontece AGORA,  mas não pôr valor demais em coisas (e pessoas) que não merecem nosso sofrimento, e sim, tomar plena consciência de tudo que nos está fazendo bem....Enquanto o que for considerado ruim, que possamos aprender o máximo, e levar conosco só o que for bom e útil.

           E quando tudo passar, quando as pessoas já tiverem passado em nossas vidas, que saibamos sentir gratidão, independente de quanto -aparentemente- negativo foi. 
A percepção -no presente- é outra! Que possamos então, nos sentir gratos pela oportunidade que tivemos, pelo compartilhamento, pelas experiências e aprendizados.


Não fuja dos monstros...Aquiete-se que eles se aquietarão também, e você verá que eles nem são tão feios assim!

Não é fugindo do sofrimento que conseguimos nos libertar dele. Se até agora é isso que tem feito e nunca deu certo, por que insistir? Por que não tentar de outra maneira?

Experimente "abraçar" a dor (física ou emocional) até que ela passe, como um cachorro que sempre esteve atrás de você, e você fugindo com medo de ser mordido, ou ignorando incomodado e irritado, e no final das contas ele só queria atenção. Então você para de correr, para de ignorar consequentemente ele para de te atormentar. Você pega-o no colo, faz carinho, e o cachorro se acalma e balança o rabo. 


 
Se aquiete, que logo isso que te incomoda irá se aquietar também.

Então, não vire as costas para qualquer que seja a dificuldade, aceite que existe a dor, existe o medo, mas não fortaleça isso e nem se sinta vítima, pois você nunca é. E não sofra com o sofrimento! Sentir dó de si é uma maneira de sofrer pela seu próprio "drama". 



Acolha a tristeza, com compaixão e amor, não ignore nem se identifique com as sensações e emoções, lembre que vai passar, sempre passa.