sábado, 20 de agosto de 2016

O que podemos aprender com a olimpíada

          http://www.folhasc.com/index.php?codigo=1568
          
             Tanto no esporte como na vida cotidiana o ''fracasso'' é inevitável. A questão é como lidar com ele. Quanto maior a expectativa se tem em uma vitória, maior a frustração de se sentir ''derrotado''. E tudo bem se sentir mal, desde que isso não chegue a prejudicar a pessoa nem prejudicar no desempenho dos próximos campeonatos. Ao invés de desestimular, o fracasso pode servir para impulsionar. Por mais que o fracasso seja visto como negativo, sem ele não haveria sucesso em outras circunstâncias, também haveria pouquíssima humildade e empatia. Muitas vezes as derrotas trazem mais lições e aprendizados que as vitórias.
        É preciso ter muita paciência e persistência, trabalhar nas causas do fracasso, aprender com os erros,  lembrar que é normal os "alto e baixos": mesmo o atleta que venceu, não significa que no próximo irá ganhar novamente.  Não aceitar o que já aconteceu só traz mais sofrimento. 
       Não é porque perdeu em um jogo, que a pessoa é "perdedora". Muitos atletas se identificam tanto com o que fazem, que confundem o "fazer/jogar" com o "ser". Aquele jogo especificamente pode ter sido um fracasso, isso não significa que que a pessoa que jogou, seja uma "fracassada''. Portanto não generalizar nem se rotular ajuda a enfrentar.  Então nessas horas ajuda muito lembrar que todas pessoas têm os momentos de fraqueza e fracasso, não há nada de errado nisso, ao contrário,  ajuda a crescer;  lembrar de outros momentos que já se fracassou e como superou, já é passado; lembrar de outros momentos que teve sucesso, que se sentiu realizado.

domingo, 31 de julho de 2016

Gula ou Compulsão Alimentar?





De vez em quando, você come a mais mesmo sem fome?  Às vezes não resiste e “belisca” alguns doces? Em algumas festas exagera na alimentação e se sente “empanturrado”? Provavelmente para pelo menos uma dessas perguntas a maioria vai responder que sim. São comportamentos que chamamos geralmente de “gula”. Mas, quando o “comer a mais” passa a ser caracterizado não como gula e sim como Transtorno de Compulsão Alimentar? 
Embora muitas pessoas estejam sujeitas a episódios esporádicos de gula, a frequência, a forma como eles são encarados e suas consequências podem indicar que se trata de Transtorno de Compulsão Alimentar, que tem como característica a pessoa comer em grande quantidade em um curto período, não tendo controle sobre o quanto se come.
Para caracterizar o diagnóstico, tais episódios devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana em um período de seis meses consecutivos, sem comportamento de compensação para evitar ganho de peso, por exemplo, vomitar ou usar laxante (características de outro transtorno alimentar, a bulimia).
Vale ressaltar que não apenas pessoas obesas têm esse transtorno, magras –apesar de ser minoria- também podem ter, e nem todas as pessoas que são obesas necessariamente tem compulsão alimentar. Segue abaixo alguns possíveis sinais de Compulsão Alimentar:
  • Ingerir frequentemente uma quantidade excessiva de comida, mesmo sem fome; 
  •   Só conseguir parar de comer quando a comida acaba. Exemplo: Se tem uma caixa de bombons, come até esvaziar. Ou comer até se sentir desconfortavelmente cheio. 
  •    Comer escondido. Esconder hábitos alimentares devido a vergonha e para evitar críticas, preferindo comer sozinho;
  •   Esconder comida (podendo esconder estoques para quando sentir vontade) por vergonha e/ou por não querer dividir. Assim como, esconder embalagens vazias ou caixas de alimentos e gerar lixo em excesso;
  • Ter a comida como centro das atenções. É comum, por exemplo, estar almoçando e pensando no que vai lanchar à tarde, estar trabalhando pensando no que vai comer assim que puder etc.;
  • Mastigar e engolir muito rápido.
  • Comer para se sentir bem emocionalmente. “Todo excesso esconde uma falta”: Então, a comida em excesso pode servir para tentar ilusoriamente suprir uma sensação de vazio interior, pois na verdade se trata de uma “fome emocional”, caracterizando muitas vezes uma falta de sentido da vida, falta de amor próprio, podendo estar presente também a depressão; 
  •  Além de depressão, é muito comum a ansiedade e estresse;
  • Sentir culpa após um episódio de descontrole.  É comum se criticar, sentir remorso e repulsa das próprias atitudes.
·                Normalmente a compulsão alimentar está muito relacionada à baixa autoestima. Tanto como um dos desencadeadores da patologia, como também consequência do comportamento, já que a pessoa se culpa e se critica, pois sabe que precisa comer menos, mas não consegue se controlar, e geralmente também está insatisfeita com o peso. Acaba virando um círculo vicioso: A pessoa se sente mal e “desconta” na comida como uma “válvula de escape”, e por agir dessa forma, sente-se pior ainda, então, em um ato de autossabotagem (para se punir, -mesmo sem ter consciência disso- já que fica com raiva de si) e/ou para não lidar com os problemas, evitando entrar em contato com seus sentimentos e emoções, come mais ainda! Os pensamentos e dificuldades giram em torno de tudo relacionado aos prazeres e dores que a comida proporciona, ocultando assim as verdadeiras causas de suas angústias. Para o tratamento ser mais eficaz é fundamental encontrar a raiz desse sofrimento, que não é a comida, a compulsão, nem o peso, para isso a psicoterapia ajuda muito.
         Diferente da gula, a compulsão alimentar é um transtorno que, como dito acima, não só TRAZ sofrimento como também é um SINTOMA de sofrimento, que precisa ser identificado e tratado. Para isso é recomendável ajuda de alguns profissionais e tratamentos como: Psicoterapeuta, Nutricionista, Nutrólogo, Educador Físico, Endocrinologista, Yoga e Acupuntura. 


sexta-feira, 3 de junho de 2016

A importância do autoconhecimento



Quem é você? Pense e responda para si. Geralmente responde-se essa pergunta com algumas dessas informações: nome, idade, trabalho, onde reside. Mas “quem É você” vai muito além de atributos, imagem, rótulos, do ter e fazer.  Quanto mais a pessoa acredita SER sua profissão mais sofre quando perde o emprego ou se aposenta. Quanto mais o indivíduo se identifica como sendo jovem com um corpo esbelto, mais vai sofrer ao envelhecer ou se alguém criticar seu físico, mais vai sentir-se machucado. Há mais sofrimento, pois a pessoa está perdendo ou sentindo-se ofendida por aquilo que acha que é o “eu”.   
Quem pouco se conhece, se ofende muito mais fácil; tem mais dificuldade de lidar com a opinião alheia, coloca mais peso no que os outros dizem, ficando vulnerável ao externo e reage mais – age por impulso.  Quando o indivíduo vai se conhecendo melhor, deixa de viver no “piloto automático”, ou seja, toma consciência de suas escolhas e atitudes, não age simplesmente para seguir a maioria das pessoas, para ser aceito, agradar ou impressionar. Portanto, ele tende agir com mais autenticidade, uma vez que, tal processo de autoconhecimento permite uma integração entre pensar, sentir e agir.
            Quanto menos autoconhecimento maior a tendência de falar mal e culpar os outros. Ao apontar os dedos para as falhas de outras pessoas, estamos deixando de olhar pra gente. Na construção contínua do autoconhecimento -que não tem fim- é importante conhecermos nossos “pontos fracos”, não por isso vamos nos inferiorizar, nem ficarmos nos julgando. Junto com o autoconhecimento também desenvolvemos a autocompaixão, nos tratamos com mais carinho, paciência e aceitação.
             O processo de autoconhecimento ajuda a sairmos do papel que nos colocamos como vilãos ou vítimas, não ficamos nos culpando/martirizando, mas também não temos pena de nós mesmos, e passamos a nos responsabilizar mais. Também conhecemos nossas maravilhosas qualidades, muitas das quais esquecemos, ignoramos ou não aproveitamos o suficiente, e assim, sem se esquecer da autocompaixão por nossas limitações, fortalecemos a autoconfiança, temos escolhas e atitudes com mais consciência e sabedoria, não nos irritamos tão facilmente, manifestamos e potencializamos nossos potenciais, entre muitos outros benefícios!
        Para se conhecer melhor é importante a auto-observação e autoquestionamento. Fique atento aos seus pensamentos, falas, emoções e comportamentos. Quando por exemplo se perceber reclamando ou criticando, observe o que você sente, se pergunte “por que estou tão incomodado(a) com essa situação ou pessoa?”. Esse é só um exemplo de muitas perguntas possíveis.  Há alguns recursos para facilitar o processo de autoconhecimento como leituras e cursos relacionados ao tema, meditação e psicoterapia.


 


terça-feira, 10 de maio de 2016

Dicas de como desenvolver uma boa autoestima



Desenvolver amor próprio não tem a ver com a busca da perfeição. Algumas pessoas colocam condições para se amar, por exemplo: “só vou conseguir ter uma boa autoestima quando eu emagrecer; quando conseguir ser mais disciplinado(a); quando eu aprender a ter mais paciência; quando conseguir aquele emprego...” entre tantas outras características e situações exigidas. Vou listar algumas dicas para ajudar a desenvolver uma boa autoestima, lembrando que se trata de um processo dinâmico, não é algum “lugar” que você deva alcançar (nada é fixo), não existe uma receita pronta, são algumas orientações que é importante frequentemente lembrar e praticar. 

1)Aceitar suas limitações: não se cobrar tanto, ter paciência consigo, lembrar que é humanamente impossível ser perfeito. Importante não negar os “defeitos”, até porque só quando reconhecemos é possível mudar algo.

2)Investir em si- faça o que gosta e o que faz bem: Faça uma lista do que gosta de fazer e o que você faz bem (não necessariamente precisam ser os mesmos) e tire mais tempo pra você fazer essas coisas. Exemplo: ler, dançar, contato com a natureza, cozinhar, desenhar, pintar, escrever, andar de bicicleta, correr, etc. Por incrível que pareça muitas pessoas entram em uma rotina sem dar um mínimo espaço para seus prazeres e talentos, por mais simples –porém significativos- que sejam. 

3)Ajude os outros se sentirem bem: sem se anular, com pequenas atitudes é suficiente e muito gratificante perceber que você contribuiu com outro ser. 

4)Desafie-se e ouse mais. Enfrente o medo: Coragem é agir apesar do medo. Se ficar postergando/fugindo, isso confirma a sensação de insegurança e incapacidade. Quanto mais vezes você se propuser a fazer algumas das coisas que sente dificuldade, menos assustador estas situações parecem e, mais preparado se irá sentir para realizá-las. 

5)Transforme lamentações em decisões. Reclame menos e agradeça mais: observe mais o que te “farta” ao invés do que te falta! 

6) Valorize suas conquistas: Não espere dos outros. Você mesmo pode se parabenizar. Das pequenas às maiores, cada passinho que você der merece ser reconhecido e valorizado. 

7) Autorespeito.: Aprenda dizer não sem culpa. Respeite seus limites, suas vontades e sentimentos. 

8) Aceite elogios- Agradeça! É um presente que você está recebendo, leve com você. Se você não aceita está rejeitando suas qualidades admiradas. 

9) Aprenda a rir de si: Amplie a sua capacidade de humor, não se leve tão a sério! 

10) Trace objetivos alcançáveis: metas inatingíveis apenas servem para promover a frustração e para baixar sua autoestima.

11) Atente-se aos pensamentos e falas de autocrítica : Observe o que você pensa e fala a respeito de si. Você gostaria de ter um amigo que fala dessa maneira de você? Seja sua melhor companhia, afinal, você que convive consigo durante o dia todo, a vida toda. 

12) Desidentificação com as emoções. Não se rotule- Por causa de uma atitude que julgamos como ruim nos desqualificamos como um todo. Sem perceber que é apenas um comportamento naquele momento, que passa, e temos muitas outras qualidades. Exemplo: se você agiu com raiva porque se sentiu provocado, não quer dizer que é raivoso.  

13) Congruência e honestidade consigo: Não agir conforme nossos valores é uma forma de “autotraição”. Quando não agimos coerentes ao que pensamentos e sentimos, nos percebemos como uma farsa e isso é péssimo para autoestima. Dificilmente confiamos em quem nos engana, isso inclui o autoengano. Ao mentir, agir com falsidade, ou não cumprir algo que se propôs, a confiança em si diminui. 

14) Evitar comparações e autenticidade: É comum comparar os nossos bastidores com o palco dos outros, ter inveja de alguém que está “brilhando” sem saber todo esforço e sofrimento que já passou e dificuldades que ainda passa. Ninguém é melhor em ser você do que você mesmo, quanto mais você expressar sua singularidade, sua autenticidade melhor vai ser pra você e para todos. Se compare mais com você mesmo: “Como eu estava ontem, como estou hoje?”. 

15) Perdoe-se: não julgue situações passadas com valores do presente. Você agiu de acordo com a consciência que tinha até então. 

16) Autoconhecimento- Olhar mais para dentro que para fora, mais para si do que para os outros. Sempre há mais para nos conhecer, e esse “trabalho interior” é o que ajuda muito em todos os itens anteriores. Devido sua importância, esse tema precisa e merece um texto inteiro, que ficará para o próximo artigo.