quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Qual "parte" sua que está se expressando?

      Talvez você já ouviu falar do termo “criança interior”. O que seria isso? Você pega uma foto sua de criança e uma atual, é a mesma pessoa? Apesar da carinha de muitos continuarem muito parecidas, percebemos que é bem diferente! Onde foi parar essa criança? E o adolescente? Quantas mudanças! Mudamos em diversos aspectos. Fisicamente, claro, é mais fácil de ver,e para muitos é de fato a maior mudança. Mas o importante em sabermos é que essa criança e adolescente que fomos nunca morre. Continua sendo você por mais que tenha se transformado, tanto é que pode lembrar-se de algumas coisas. Nossa criança interna pode nos ajudar muito, e quando não damos atenção pode nos prejudicar. Fiz essa introdução pra falar sobre como utilizamos muitas vezes negativamente.
          Em algumas de nossas falas quem se comunica não é bem nossa personalidade atual. Às vezes, quem está se expressando é um "eu fragmentado" do passado, pode ser esse eu criança, ou mesmo adolescente, que ficou machucado. Não apenas que fala, mas que interpreta a fala do outro! Quando ocorre algo semelhante a algum trauma -e trauma, não precisa ser algo externamente grandioso, como um acidente de carro- quem vai responder a isso não é seu "eu" de agora simplesmente, e sim, essa parte sua que não foi apagada vai reagir, e para outra pessoa, que não vivenciou isso, vai parece um drama! Até você, racionalizando depois que passou a raiva, vai perceber que foi um exagero. Mas muitas vezes foi um impulso devido a algo que mexeu com você, pois a ferida já estava ali, e o outro tocou de leve, e para você já foi o suficiente pra gritar de dor, porém, a outra pessoa não sabia que existia essa ferida, talvez nem você e agora pôde perceber que estava ali, latente. Esses eventos que incomodam provavelmente vão se repetir até essa ferida se curar. Enquanto você não olhar pra ela, vão aparecer casos semelhantes. Como por exemplo, relacionamentos com os mesmos padrões que geram sofrimento. Os desafios vão estar sempre voltando, não adianta fugir, vão aparecer, pois estão dentro de você, e vai atrair aquilo que é preciso curar.
        Portanto, se sinta agradecido se outra pessoa ajudar enxergar aquilo que estava escondido, pois, por mais que doa no começo, está te ajudando no processo de se descobrir, e quanto mais CONSCIÊNCIA, menos o que está inconsciente vai direcionar sua vida para o que te faz mal, e mais ESCOLHAS você tem para o que te faz bem. A psicoterapia acelera e ajuda nesse processo!

Como está seu "mundo interno"?




É possível saber muito do que se passa dentro da gente, observando o que está fora! Afinal, são nossos reflexos o que vemos. 
O que você está projetando?

O que você tem construído em e para sua vida?
Como tem percebido? (Perceba suas percepções!)

Observe como estão suas relações, como enxerga as situações, 
como está o trabalho, sua saúde... 
Tudo isso do "mundo externo" diz muito do mundo interior.

Perceba também quais são as palavras que emite, o que costuma dizer das outras pessoas por exemplo. Quantos julgamentos, fofocas, críticas, reclamações? Parece tão bobo e óbvio, mas acho que a maioria não se dá conta: Da onde surgem as palavras? Vêm de quem as pronuncia, claro. Então repare, se estas palavras que estão saindo de VOCÊ, soam positivas ou não.

E assim vamos tomando mais consciência do que se passa conosco. Talvez quanto mais alguém quer corrigir as outras pessoas, mais precisa olhar pra dentro e ajudar a si mesmo.
Vamos focar menos então no que achamos que é preciso "consertar" fora e colocamos mais energia no que é possível melhorar: nós mesmos.




quinta-feira, 31 de julho de 2014

Expressar-se Verdadeiramente é colocar mais Luz no Mundo

Eu Sou, assim como qualquer Ser, muito além do que falo, escrevo, faço, e claro, aparento. Então, muitas vezes não me importo de ser simplesmente transparente, apesar de no cotidiano ser reservada, por ser mais introspectiva e introvertida. Forçar ser algo oposto a isso, não estaria sendo autêntica.

Assim como qualquer indivíduo, há algo mais profundo, que por mais que eu me expresse ninguém vai saber, fora os mistérios que nem mesmo eu alcanço. Então tento me aproximar ao máximo da minha 'essência'.

Termos vergonha de sermos nós mesmos, com nossas peculiaridades e usarmos as tais das máscaras é o melhor caminho para nos perdermos, já que em muitos casos acaba-se acreditando no próprio disfarce, e com o tempo se esquece quem verdadeiramente É. Em algumas ocasiões precisamos usar máscaras, mas a sabedoria está em ter consciência de que se está usando e lembrar sempre de "tirar".

A expressão verdadeira de nossa singularidade é que pode fazer diferença (melhor) para o mundo. Pode ser que a diferença seja especialmente para uma outra pessoa, mas estamos todos interligados de alguma forma. Você colocando mais Luz no mundo de pelo menos uma outra pessoa, e claro, no seu "próprio mundo", é inevitável que o mundo fique um pouco mais iluminado.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Quanto maior nossa insatisfação mais algo do externo queremos obter.





Existe essa obsessão de acumular objetos por muitas vezes supérfluos, obstinação de ficar sempre trocando em pouco tempo, mesmo não precisando. Tanta gente sente a "necessidade" em querer sempre algo mais novo que substitua o que tinha até pouco tempo (e que ainda funciona bem) e obter o que se acha melhor que outras pessoas possuem (ou igual pelo menos! Pra não se sentir "inferior")...
             Naturalmente (ou melhor, tecnologicamente) os produtos vão "evoluindo"...sempre vai estar á venda novidades mais atraentes que aqueles "objetos ultrapassados" e sempre vamos ver pessoas com "produtos melhores". Daí a angústia, inveja e a insatisfação que não cessam. Pode até trazer uma alegria momentânea quando compra, no breve uso (descartável e alguns deles viciantes) mas a felicidade enquanto algo material, externo, ela é passageira, ilusória, não preenche e logo o que comprou vai ser desprezado, desvalorizado (mesmo quando ainda poderia ser útil, mas é trocado, pra sentir a 'felicidade' de ter algo novo).
           Claro que não vejo problema em querer desfrutar desse prazer em obter e usufruir, de curtir o que está na moda (desde que não seja "só porque está na moda") ou o que traz mais rapidez, facilidade de uso (comodidade muitas vezes) . Mas o problema é quando isso torna frequente, exagerado. Quando se sente mal por não conseguir possuir aquilo que está nas vitrines, na internet, nas propagandas e não se sente mais prazer em viver momentos gratuitos, simples e maravilhosos....aí sim, vira algo triste.
           Há uma absurda competitividade (sim...em alguns casos é preciso, com limite claro); Comparações; Ânsia de possuir mais e mais desnecessariamente, geralmente pelo fato de alimentar o ego, de exibir aos outros, de poder se achar alguém melhor por isso... É tanto desperdício (não digo apenas de dinheiro). Prejudica-se o meio ambiente, a saúde, a vida pessoal e até outras pessoas em troca de querer muito e muitas vezes os "últimos lançamentos". 

 Se não dá pra ter aquilo que colocou na cabeça que precisa ter vem aquela frustração! Querendo encher mais a casa, mais o bolso, alguns se esquecem de enriquecer a mente, a alma (espírito, coração, Ser....como preferir) e sofrem (mesmo que só depois de muitos anos perceba o quanto perdeu tempo) por um vazio interior. Enriquecendo por um lado, empobrecendo por outro.
              Tanto roubo que existe na política por exemplo, não deixa de representar muitas pessoas (hipócritas) que só não fazem o mesmo por não terem oportunidade, por não estarem no meio. Representa essa ganância, falta de honestidade, falta de valores, obsessão por acumular bens.. Daí as pessoas se sentem injustiçadas (sim, com razão) por serem roubadas, por darem dinheiro pro governo inutilmente. Então (para mim injustificável) quando tem sua chance dão algum jeitinho de "passar a perna" como se tivessem no direito de conseguir dinheiro sujo, agir desonestamente mesmo com colegas, pessoas super próximas, afinal "todos agem assim errado"...
               O errado já virou tão comum, banal, que até parece certo, sem remorsos! No cenário político fica mais evidente, claro. Porém muitas falhas, omissões, 'falta de caráter', falta de consciência crítica e atitude estão muito presente em tantos indivíduos. Seja em pequenas ou grandes proporções, perceptíveis ou discretas...O pouco bom senso em cada pessoa, ao juntar tantas, isso toma uma dimensão o suficiente para afetar muita gente.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Menos nós entre nós, e mais LAÇOS!


 


O que preciso pra ter paz interior, mente tranquila
não é me prender a irrealidades, a falsas necessidades.

Quanto mais se fica "preso" a outra pessoas,
mais acontecerá um emaranhado de nós.
E é preciso haver laços!

Os laços precisam acontecer naturalmente, sem pressão,
sem exigências, sem pressa...

Os laços que me ligam a outros
são laços de um sincero afeto
que não prejudica a mim nem ninguém.

Mas as vivências que é preciso passar,
às vezes acabam impedindo de enxergar...
Facilmente cada indivíduo ao longo das experiências vai adquirindo lentes e enxerga a vida e a si mesmo de maneira distorcida...

Quero sempre que puder evitar usar lentes de aumento, as lentes rosas, as lentes cinzas...
Ver apenas como é, não mascarar nada.
E vou me sentindo Aquilo que sempre fui.




Let it be ...!



Deixo me levar pela leveza do meu ser, todo o resto eu relevo e com o amor preenchido em mim me levo...me elevo...enlevo...  
Me vou.. voo-me...

 
Tenho, vez ou outra, momentos de pesar, corroídos, pesados e doídos.
Mas são nos momentos em que estou mais próxima a levitar do que afundar 
que me sinto correspondida de mim para comigo..

Flutuo em nenhum lugar. Em nenhum tempo...Apenas Sou!

Deixo me voar desacorrentando dos medos ilusórios, de todos esses nós que eu me permiti fazer e ainda mais apertar ao longo da vida.

Cada nó desatado um "problema" enterrado
fazendo transformar e nascer uma bela flor...
Saio da forCa que me coloquei e crio mais forÇa.



Fico nessa aparente paradoxalidade que é fortaleza e leveza.
Cada corda do coração desamarrada uma verdade revelada.

Me desapego do que não interessa, do que não faz bem.
Desapego até do que faz bem, porque se apegar no bom acaba fazendo mal. 

Apenas reconheço, valorizo, aprecio e agradeço as coisas boas,
sem necessidade de possuir ou se preocupar em perder.
Não vou perder o que nunca tive nem posso ter pretensão de obter, 
a única coisa que poderia possuir então seria a ilusão.  


A Vida é abundante, posso aproveitar tanto o que Ela me oferece, mas aproveito enquanto durar, cada possibilidade, cada oportunidade, cada presente....Que está ausente do passado e do futuro, estes estão nas nossas lembranças e imaginação.

Então usufruo dos momentos consciente que não me pertence e não posso querer controlar tudo, não viciar em nada nem ninguém.